segunda-feira, 3 de março de 2008

...spring time unannounced…

… how many love stories
can the autumn leafs still tell …
time left standing still,
like crystal shards of memories gone by…
handheld dreams mended naked
by the fireplace’s heart warming gift…
steps of distances broken in jugular veins
of perished ill tainted thoughts…
river side nightingales weeping
on whispering meadows of deaf…
…only your kiss sleeps like
spring time unannounced…

... lucerna...

… já por poetas passaram disformes
tantas e tais palavras como amores…
de maleitas e profundas avarezas tais
que se escreveram páginas de sonhos olvidados…
muitas ficaram na penumbra
de tantos pavios de velas queimados…
como os mesmos passos dados
por entre a mesma candeia cela…
outras fizeram dote de tantas leituras,
de tantos pleitos, de épocas e feitos…
e à luz de esta que vela mais
que arde como insuspeita ventura
sob um qualquer resguardo de janela estendida
se escrevem por palavras que jamais não serão
maiores que um inconstante desejo de perdão…
os amores e desamores de quem por vós padece,
as palavras que despertam do preto para o branco
como quem planta uma rosácea de flor sem dor….
como a solidão de pena em torre de castelo…
derramada a tinta por tantos momentos…
por tantas requebras de lágrimas em brincos de chuva…
resta-me o ignóbil sangue
que me deturpa as já profanas veias…
Oh! Rosas de negros espinhos,
que entorpecidas na minha insípida carne,
sagram as minhas feridas de amor sagaz…
… sangue e seiva de tão mágoa florida…
amor de recente corte, ainda em flor esta perspicaz dor…
assim como as minhas enciumadas lágrimas
depositadas sobre o vosso fiel peito…