Acordei como todas as
noites podia ter acordado...
não há descrentes noites
sem palavras sem mim...
não há vagas memórias
sem vazios sem mim...
não há pena de negra ponta
sem verso sem mim...
não há melancolia ausente
sem sonho sem mim...
acordei como todas as
noites podia ter acordado
sem sono sem mim...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
... poético privilégio...
Único poético privilégio de amar
embevecido por feridas sem sarar
é como acordado adormecer
sem nos vossos braços pernoitar…
o raiar do sol disserta descrente
sobre os louvores da lua que já ausente…
a noite ainda traja a inverosímil rigor
por onde as estrelas entoam provectos cânticos
tão vagarosos e volupiosos como a atroz demora…
vosso é o leito dos incongruentes auspícios
onde as coniventes luas jazem molduras
sobre as canduras do mar afoito…
a visão alquebrada sopra no vento
aquele que já ultimo fugaz alento…
vicejante o mundo renasceu esperançoso…
no toque do beijo dos vossos lábios…
embevecido por feridas sem sarar
é como acordado adormecer
sem nos vossos braços pernoitar…
o raiar do sol disserta descrente
sobre os louvores da lua que já ausente…
a noite ainda traja a inverosímil rigor
por onde as estrelas entoam provectos cânticos
tão vagarosos e volupiosos como a atroz demora…
vosso é o leito dos incongruentes auspícios
onde as coniventes luas jazem molduras
sobre as canduras do mar afoito…
a visão alquebrada sopra no vento
aquele que já ultimo fugaz alento…
vicejante o mundo renasceu esperançoso…
no toque do beijo dos vossos lábios…
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