sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

... desabafos em versos de confissão...

… desabafos em versos de confissão
aconchegos de seda nos pleitos de cetim
de carcomida seiva na rivalidade da penitência
porquanto as benquerenças que se murmuram primaveras
sussurram os lábios que não beijam
viçosos de mais querer…
rejubilam os já amorosamente feridos
intenção procurada não demandada
como propósito inoportuno na sua inconveniência
assim o é beijo vosso, perdido nos meus lábios…

... desacata insensatez...

… dos incunábulos de desapertas laudas
dos pesarosos escritos das urdiduras feitas castas
de percepções de lábios mordidos de sentidos
de vidas decessas como ofuscante desassossego
como quem ânsia feroz pelo vosso sôfrego beijo
sem recato, precaução, decência ou resguardo
por quem de alento se traja de insensata demência
para nos vossos braços intentar almejar da imprudente audácia
que dos arrebatados assinaram a pena como morte
… segreda ainda pelos vossos lábios o beijar…

... passagens de noite sós...

… divinais cicios de longínquas passagens
no verde a bonina do escarpelar
de maior despretensioso emudecer…
… ferimentos que quedam na insensatez
da imprudência das palavras ousadas faladas
… feições de amor por tragos libadas
do rosário dos imprudentes pronunciado…
… amor é fruto do ventre do pecado…
… conforme desonesto é no beijo
tão tímido o é na intenção…