…por vezes perdemo-nos na vista do mar
confundimo-nos nas ondas da maresia…
esquecemos as feridas profundas
os sonhos de outrora
agora transformados em mortais pecados…
nestas lágrimas de agoiro confuso
o espartilhar de memórias e tristezas
como se o mar se fechasse
ao rebentar de mais uma onda…
quedam as feridas profundas
rasgadas no âmago de cada um…
e eu que sempre quis saber
qual o traçado do sangue na imensidão do mar…
tristeza esta, imunda vontade de viver…
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
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