
… não sente a noite presente
o vento que das memórias queda ausente…
o tempo que traz lágrimas da ausente
ao desejar-vos aqui presente…
oh! Impropério, que dor
tamanha de salvação…
distante é aquela que é meu coração
esta angustia que me tolda o juízo
que me estorva imprópria a razão
o adejar desta bravia saudade…
oh! Árdua angustia
oh! Dócil almejar
de tão simples auspiciar
a nos vossos braços pernoitar…
oh! Angustia, como em mim
semeias tamanha dor…
oh! Ternura, que longe de mim
és tão vagarosa tortura
tão perpétuo ensejo
nesta ausência que me fulmina…
oh! Dor, que de mim fazes
faminto escravo desta inclemente destemperança
deixai-me abrir eviterno o louvor
e acalentar-me nos braços
daquela que dá asas ao meu amor …
Oh! Delírio, alucinação em fogo
que de tão lento arde…
Oh! Avareza, que este tempo
é flagelo e desventura…
Oh! Aflição, que não é mais
que martírio de gélido flagelo
existir de pétalas tão longe
do meu que eterno amor…
Sem comentários:
Enviar um comentário