Único poético privilégio de amar
embevecido por feridas sem sarar
é como acordado adormecer
sem nos vossos braços pernoitar…
o raiar do sol disserta descrente
sobre os louvores da lua que já ausente…
a noite ainda traja a inverosímil rigor
por onde as estrelas entoam provectos cânticos
tão vagarosos e volupiosos como a atroz demora…
vosso é o leito dos incongruentes auspícios
onde as coniventes luas jazem molduras
sobre as canduras do mar afoito…
a visão alquebrada sopra no vento
aquele que já ultimo fugaz alento…
vicejante o mundo renasceu esperançoso…
no toque do beijo dos vossos lábios…
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
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