segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

... luar plantado...

. não escreverei versos ou palavras pela noite…
Porque versos não são palavras mentidas
e sentenças não são amor indagado…
procuro o refugio da lua
para plantar um cortês jardim…
plantarei flores de rosas
para que de esperança se encham
em cada lágrima vazia…
plantá-las-ei com as mãos despidas
para que se possam alimentar
das feridas do meu infausto sangue…
serão adornadas pelas folhas do pesaroso Outono
e crescerão saudosas por entre as neves do Inverno…
despontarão de caule em flor a botão
mas não desbotarão…
serão pregas no tempo que teima em rasgar rios
lagoas sentidas em leitos que jazem
nos olhares daqueles por quem passas…
serão um dia rosas que não mais botões
pois irão irromper em uníssono despontar
no instante em que os nossos lábios
se tocarem pela primeira vez num beijo…

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