domingo, 2 de maio de 2010

.... amordaçada confissão...

… candura sobre a lisura do sírio dos ventos…
a clausura da vanidade sobre o jugo da escravidão…
prostrada a ânsia na afeição alheada…
é demiurgo o toque equivoco na sede do delírio
mitigada já não é saudade
porque saudade é acesso pavio que recresce
arde em ferida rasgada que amordaçada estria
sufocante sobre calma, a chuva é chria…
chove ou chora ou voa ou treme
saudade é tenra mágoa ou requintado tormento
melífluo o suicídio sobre requestado pecado
mortalidade incausta sobre a ferida da imortalidade
insagaz a intemperança sobre a vontade da morte
que da tortura é amargura enquanto o tempo não é mais
amar-te e sobeja a insatisfeita saudade
porque saudade é amar-te assim
não ter perdão…

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